Entidades defendem que o eleitor avalie não apenas nomes, mas também trajetórias, diálogo com as comunidades e disposição dos gestores para transformar propostas sociais em políticas públicas permanentes.
Depois de reunir-se com representações de diferentes Núcleos Microrregionais, e com a coordenação de uma das Redes de Massa Mobilizadora, no Alto da Esperança, o Movimento MACAIB – Centro Matriz das Comunidades reforçou a discussão que vem sendo realizada de forma permanente em diferentes regiões do Maranhão: qual será o futuro das comunidades após as eleições de 2026 e que tipo de representantes elas terão à frente dos poderes públicos.
Preocupado com o cenário político do Estado e com os impactos que as escolhas eleitorais poderão produzir diretamente na vida das comunidades, o MACAIB vem ampliando o diálogo com suas Redes de Massa Mobilizadora e Núcleos Microrregionais, buscando ouvir as bases, avaliar o cenário político e, principalmente, fortalecer o alerta para que as comunidades não escolham seus representantes apenas por nomes, promessas ou discursos eleitorais, mas também pela trajetória, pelo compromisso e pela capacidade de diálogo com a população.
É dentro dessa mobilização que entra o Grupo Aviva Maranhão, organização que possui forte militância em São Luís e mantém células de organização social espalhadas por diferentes regiões do Estado. O grupo tem atuação consolidada na defesa de políticas públicas e de pautas sociais, com destaque, entre outras frentes, para a defesa e proteção dos animais, constituindo um segmento organizado e atuante na sociedade maranhense.
A aproximação entre o Movimento MACAIB e o Grupo Aviva Maranhão amplia essa frente de mobilização comunitária. São organizações com trajetórias e áreas de atuação próprias, mas que encontram um ponto de convergência fundamental: a defesa de políticas públicas, da participação social e de representantes comprometidos com as necessidades reais da população.
A partir dessa união de forças, MACAIB e Aviva Maranhão passam a intensificar o diálogo com as comunidades para alertar sobre a responsabilidade da escolha dos representantes nas eleições de 2026, especialmente na disputa pelo Governo do Estado, onde estarão em jogo decisões que poderão influenciar diretamente a implementação de políticas públicas e o atendimento às demandas dos bairros e segmentos sociais organizados.
Mais do que apresentar nomes, a proposta é estimular as comunidades a conhecer a história de cada candidato, observar sua atuação, avaliar sua relação com a sociedade e identificar quem efetivamente possui compromisso com as pautas que chegam das ruas, dos bairros e das organizações populares.
O encontro teve como uma das principais pautas a preparação de um alerta às comunidades maranhenses sobre as eleições de 2026, especialmente quanto à necessidade de que o eleitor observe não apenas os nomes colocados à disposição nas urnas, mas também suas trajetórias, seus compromissos e, sobretudo, a forma como se relacionam com as comunidades e com as pautas apresentadas pelos segmentos organizados.
A eleição deve ser compreendida como um momento de avaliação daquilo que os representantes públicos fizeram, deixaram de fazer e, principalmente, de como trataram as propostas construídas a partir das necessidades reais da população.
LEI MACAIB ENTRA NO CENTRO DA AVALIAÇÃO
Entre os principais exemplos que integram essa avaliação está o histórico da Lei MACAIB, proposta que nasceu da experiência acumulada pelas comunidades e da necessidade de transformar ações sociais já realizadas nos bairros em uma política pública organizada, permanente e capaz de atender diferentes segmentos comunitários.
Um dos seus principais eixos é a estruturação dos Ônibus Especiais Extraordinários Diários das Comunidades – CAOEXDASC, abrangendo também micro-ônibus, vans e veículos de pequena capacidade.
A proposta contempla atividades culturais, religiosas, esportivas, educacionais, ambientais, assistenciais e outras ações de relevante interesse coletivo. Entre suas finalidades está também o atendimento a cortejos fúnebres de famílias em situação de vulnerabilidade, permitindo o deslocamento de familiares, vizinhos e amigos para acompanhar a despedida de seus entes queridos.
É nesse ponto que a Lei MACAIB deixa de representar apenas uma política de mobilidade e passa a assumir uma dimensão de dignidade humana, solidariedade e respeito às famílias das periferias.
A proposta tem origem na experiência comunitária denominada “Especial MACAIB”, desenvolvida desde a década de 1990 para atender deslocamentos coletivos das comunidades.
E essa construção não surgiu de uma decisão isolada. A discussão foi levada aos bairros, às organizações comunitárias e aos espaços públicos de debate, incluindo 22 audiências públicas, realizadas como instrumentos de escuta e consulta às comunidades.
O QUE ACONTECEU COM A LEI MACAIB DURANTE A GESTÃO EDUARDO BRAIDE?
É justamente neste ponto que o histórico da Lei MACAIB precisa ser contado com precisão.
A proposta da Lei MACAIB não chegou a ser encaminhada pelo então prefeito Eduardo Braide à Câmara Municipal de São Luís.
Essa é a questão central.
As comunidades se organizaram, discutiram a proposta, participaram de audiências públicas e buscaram construir institucionalmente uma política pública voltada às suas necessidades. No Legislativo Municipal, o vereador Astro de Ogum, decano da Câmara, assumiu a defesa da pauta e buscou provocar institucionalmente o Poder Executivo para que a matéria pudesse avançar.
Nesse processo, a própria Câmara Municipal se manifestou politicamente em favor do encaminhamento da proposta, inclusive por meio de requerimento de urgência de autoria do vereador Astro de Ogum, solicitando que o então prefeito encaminhasse a matéria como iniciativa do Poder Executivo.
Mas o Executivo Municipal não encaminhou a proposta à Câmara.
E aqui existe uma questão institucional que não pode ser ignorada: a Câmara Municipal não poderia simplesmente assumir o lugar do Poder Executivo e apresentar a matéria em seu lugar, porque a iniciativa legislativa, naquele formato, dependia do Executivo.
Ou seja, sem o encaminhamento do prefeito, a Câmara ficou impossibilitada de apreciar a Lei MACAIB como projeto do Executivo.
Não se trata, portanto, de dizer que o Legislativo deixou de votar a proposta. A matéria sequer chegou ao plenário da Câmara para que pudesse cumprir esse percurso legislativo.
Essa diferença é fundamental para compreender o que efetivamente aconteceu.
De um lado, havia uma construção comunitária que vinha sendo amadurecida ao longo de anos, com participação social, debates, audiências públicas e organização institucional.
De outro, estava o Poder Executivo Municipal, que detinha a prerrogativa necessária para encaminhar a proposta e não o fez.
O resultado foi o bloqueio do avanço da Lei MACAIB no âmbito municipal.
22 AUDIÊNCIAS PÚBLICAS E UMA VONTADE POPULAR QUE NÃO AVANÇOU
A situação ganha ainda maior dimensão quando se considera que a proposta não nasceu dentro de um gabinete.
Ela foi construída a partir da realidade dos bairros e submetida a um processo de escuta comunitária.
Foram 22 audiências públicas, envolvendo comunidades e segmentos interessados na construção da política pública.
A discussão alcançou diferentes realidades: transporte para atividades comunitárias, cultura, religião, esporte, educação, ações sociais, meio ambiente, solidariedade e, de maneira especialmente sensível, o deslocamento de famílias e comunidades em cortejos fúnebres.
Por isso, a questão que permanece é simples:
Depois de toda essa construção social, por que a proposta não foi sequer encaminhada pelo Executivo Municipal à Câmara?
Essa é uma pergunta que faz parte da memória política das comunidades.
E é exatamente por isso que o episódio precisa ser considerado quando se fala em eleições, gestão pública e compromisso com a população.
O debate não precisa ser transformado em ataque pessoal ao ex-prefeito. Os próprios fatos institucionais são suficientes para demonstrar a dimensão política do episódio.
Uma proposta construída pelas comunidades, discutida em audiências públicas, defendida no Legislativo e formalmente reivindicada ao Executivo acabou sem chegar à Câmara Municipal.
Para quem vive nos bairros populares, isso deixa uma mensagem política muito clara: não basta ouvir a comunidade; é preciso respeitar a construção comunitária e permitir que suas propostas percorram os caminhos institucionais necessários.
UM MODELO DE GESTÃO DISTANTE DAS COMUNIDADES?
É justamente nesse ponto que surge uma das principais críticas políticas feitas pelas comunidades ao período da gestão Eduardo Braide.
O questionamento não está relacionado apenas à Lei MACAIB.
A percepção construída nos segmentos comunitários é a de que houve uma distância entre o Poder Executivo e as organizações populares, especialmente quando propostas apresentadas pelas comunidades exigiam diálogo político e disposição administrativa para avançar.
A própria discussão envolvendo o Passe Livre Estudantil, que também não avançou da forma esperada durante a gestão municipal, é lembrada nesse contexto como outro exemplo de uma pauta social de grande repercussão que não encontrou o avanço reivindicado pelos segmentos interessados.
Por isso, para as comunidades, a questão eleitoral não pode ser reduzida a propaganda, discurso ou promessa.
É preciso observar como cada gestor se comporta diante da vontade popular organizada.
Um governo democrático não pode apenas ouvir quando lhe convém. Precisa estabelecer diálogo, receber propostas, discutir alternativas e, quando houver viabilidade institucional, criar condições para que as demandas sociais avancem.
É essa visão que está por trás da crítica política ao modelo de gestão experimentado em São Luís.
Quando uma comunidade se organiza, realiza debates, participa de audiências públicas e apresenta uma proposta de política pública, o mínimo que se espera do Poder Executivo é diálogo institucional e respeito à participação popular.
ASTRO DE OGUM MUDA O CAMINHO DA LEI MACAIB
Diante do tratamento recebido pela proposta no âmbito municipal, a atuação política do vereador Astro de Ogum ganhou ainda maior importância.
Com sua experiência política, sete mandatos consecutivos e duas passagens pela Presidência da Câmara Municipal de São Luís, o decano passou a trabalhar para que a pauta comunitária não permanecesse limitada ao âmbito municipal.
Astro articulou politicamente a construção de um novo caminho para a Lei MACAIB, buscando o diálogo com a Assembleia Legislativa do Maranhão e com o Governo do Estado para que a proposta pudesse ser estruturada como uma política pública estadual.
Foi a partir dessa articulação que a Lei MACAIB passou a ser trabalhada também no âmbito estadual.
Hoje, a proposta encontra-se em construção técnica e jurídica no Governo do Estado, com a perspectiva de encaminhamento pelo Poder Executivo Estadual à Assembleia Legislativa, respeitando a competência constitucional para a iniciativa da matéria.
Nesse novo cenário, a pauta conta com a participação e o apoio político da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, e da deputada Ana do Gás, que estão lado a lado com Astro de Ogum na defesa da construção da Lei MACAIB Estadual.
A expectativa é que, ainda em 2026, sejam concluídas as etapas necessárias para que a proposta seja encaminhada à Assembleia Legislativa e siga sua tramitação institucional.
A diferença entre os dois momentos é significativa.
No âmbito municipal, a proposta não chegou à Câmara.
No âmbito estadual, a articulação política abriu um novo caminho, com o envolvimento do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e de parlamentares que assumiram a defesa da pauta.
UMA POLÍTICA PÚBLICA QUE NASCE DA REALIDADE DOS BAIRROS
A Lei MACAIB não pode ser analisada apenas como uma proposta de transporte.
Sua concepção está diretamente vinculada à realidade cotidiana das comunidades e à necessidade de oferecer estrutura para ações que, durante décadas, foram realizadas muitas vezes de maneira improvisada pelas próprias organizações comunitárias.
A CAOEXDASC está relacionada a cortejos fúnebres, atividades culturais e religiosas, eventos esportivos, ações educacionais, ambientais, solidárias e assistenciais, além de fóruns, reuniões e outras atividades de relevante interesse comunitário.
Entre todas essas finalidades, o atendimento aos cortejos fúnebres possui um significado especial.
Para uma família de poucos recursos, perder um ente querido já representa uma das experiências mais dolorosas da vida. Muitas vezes, além da dor da despedida, existe a dificuldade financeira para garantir o deslocamento daqueles que desejam acompanhar o último adeus.
É justamente para situações como essa que a política pública proposta pelo MACAIB busca oferecer uma resposta organizada.
Uma política pública que garanta transporte social extraordinário comunitário para esses momentos representa muito mais do que mobilidade: representa solidariedade, dignidade e respeito.
ASTRO DE OGUM E A DEFESA DA PAUTA COMUNITÁRIA
Nesse histórico, a atuação do vereador Astro de Ogum ocupa lugar de destaque.
O dossiê técnico-legislativo registra o parlamentar como uma das principais figuras políticas na defesa da CAOEXDASC, instrumento pensado para fortalecer a mobilidade comunitária, a inclusão social e o atendimento às organizações populares.
Sua atuação demonstra que defender uma pauta comunitária não significa apenas participar de uma reunião ou fazer um discurso.
Significa abrir portas, buscar caminhos institucionais, dialogar com diferentes poderes e insistir para que uma proposta construída pelos bairros não seja abandonada.
Foi justamente essa postura que levou Astro de Ogum a buscar, diante da falta de avanço municipal, uma alternativa no âmbito estadual.
E essa articulação colocou a Lei MACAIB Estadual diante de uma nova realidade política: Governo do Estado, Assembleia Legislativa e lideranças políticas trabalhando para que a proposta avance.
É essa trajetória que também precisa ser considerada pelas comunidades quando forem avaliar os projetos políticos apresentados para 2026.
A pergunta não deve ser apenas:
“Quem está pedindo o voto?”
Mas também:
“Quem esteve ao lado das comunidades quando elas apresentaram suas propostas?”
O ALERTA PARA 2026
Na pauta discutida por MACAIB e Aviva Maranhão, o eleitor maranhense deverá observar todas as escolhas que estarão em jogo no primeiro turno de 2026: Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República e Governo do Estado.
Para a Assembleia Legislativa, o nome da deputada Ana do Gás aparece entre os destaques da avaliação política realizada pelo grupo.
Para a Câmara Federal, o ex-prefeito de Igarapé Grande Erlanio Xavier também foi destacado.
Os dois nomes contam com o apoio político do vereador Astro de Ogum, cuja trajetória de atuação junto às comunidades constitui um dos elementos considerados nessa avaliação.
A decisão sobre o Senado deverá ser amadurecida mais próximo das eleições. Para a Presidência da República, permanece preservada a liberdade de escolha das comunidades.
Já em relação ao Governo do Estado, o debate assume contornos mais delicados justamente por causa da experiência vivida pela Lei MACAIB no município de São Luís.
O episódio deixou uma lição que não pode ser ignorada:
uma proposta comunitária não pode depender apenas da vontade pessoal de um gestor. Ela precisa encontrar governantes dispostos a ouvir, dialogar e transformar as necessidades da população em políticas públicas.
COMUNIDADES QUEREM DIÁLOGO, NÃO DISTÂNCIA
O alerta que MACAIB e Aviva Maranhão estão levando às comunidades, não representa uma imposição de voto, mas um chamado à reflexão.
As comunidades precisam conhecer a história dos candidatos, observar suas atitudes, avaliar seus compromissos e identificar quem efetivamente estabelece diálogo com os bairros populares.
Quem pretende governar precisa estar disposto a ouvir quem vive a realidade das periferias.
A experiência da Lei MACAIB demonstra que existe uma diferença fundamental entre receber uma proposta comunitária e assumir a responsabilidade política de fazê-la avançar.
Em São Luís, a proposta não chegou à Câmara Municipal porque o Executivo não realizou o encaminhamento necessário.
No Maranhão, diante dessa experiência, a articulação política liderada por Astro de Ogum buscou outro caminho, levando a discussão para o Governo do Estado e para a Assembleia Legislativa.
Agora, a expectativa das comunidades é que essa nova etapa seja concluída e que a Lei MACAIB Estadual avance ainda em 2026, transformando uma experiência construída nas comunidades em uma política pública de alcance estadual.
O Movimento MACAIB continuará defendendo a Lei MACAIB independentemente de governos, partidos ou eleições, porque a proposta nasceu das comunidades e representa uma construção social que atravessa décadas.
O que está em discussão, portanto, não é apenas uma lei, um ônibus ou um programa de transporte.
Está em discussão qual modelo de relação os futuros governantes terão com as comunidades maranhenses.
O eleitor precisa perguntar:
Quem dialoga?
Quem escuta?
Quem respeita a organização popular?
Quem transforma proposta em política pública?
E, principalmente:
Quem esteve ao lado das comunidades quando elas mais precisaram de apoio institucional?
O voto comunitário precisa ser consciente, responsável e baseado não apenas em promessas, mas também em histórico, presença, diálogo, respeito e compromisso com aqueles que mais precisam do poder público.
É com esse propósito que, nestes últimos dias que antecedem as eleições de 2026, o Movimento MACAIB – Centro Matriz das Comunidades e o Grupo Aviva Maranhão estão intensificando a mobilização e levando esse alerta aos bairros e às comunidades maranhenses, ampliando o diálogo com as bases e chamando a atenção para a responsabilidade de cada eleitor na escolha dos seus representantes.
Não se trata de uma mobilização que ainda será iniciada. Ela já está acontecendo. O MACAIB está presente diariamente nas comunidades, dialogando com suas Redes de Massa Mobilizadora e Núcleos Microrregionais, enquanto o Aviva Maranhão amplia essa atuação por meio de sua militância e de suas células de organização social espalhadas pelo Estado.
O objetivo é claro: levar às comunidades informação, reflexão e consciência para que cada eleitor avalie quem realmente está preparado para representar a população, quem respeita a organização popular e quem demonstra disposição para transformar as necessidades dos bairros em políticas públicas.
É esse o alerta que MACAIB e Aviva Maranhão estão levando aos bairros maranhenses neste momento decisivo das eleições de 2026.


