Chegamos à última quarta-feira do ano de 2025. À meia-noite, inicia-se a primeira quinta-feira de 2026. Em todo o planeta Terra, seus continentes, nações, povos e religiões se unem cada qual à sua maneira, para celebrar a chegada de um novo ano, renovando expectativas, esperanças e compromissos com um futuro melhor.
É o momento em que a humanidade deseja que o amor e a fé sejam mais fortes do que o ódio; que o preconceito, a violência, o crime, a omissão, a corrupção e a desigualdade deem lugar à inclusão, à justiça social e ao respeito à vida. Que entremos em 2026 como uma sociedade mais consciente, humana e ativa, comprometida com os direitos fundamentais e com a dignidade de cada pessoa, sob a proteção daquele que, de geração em geração, guarda os povos e as nações.
Enquanto alguns países já celebram a chegada de 2026 em razão dos fusos horários, na América do Sul e especialmente no Brasil somos chamados a um exercício maior: renunciar às divisões extremadas e reencontrar a capacidade de nos unir como povo, acima de correntes ideológicas, para construir uma nação próspera, justa, inclusiva e socialmente equilibrada.
O que o Blog A Força das Comunidades, a Família Santos e o Movimento MACAIB defendem, de forma clara e permanente, é um Brasil onde os cidadãos possam voltar a sentir orgulho de sua pátria. Um país em que a paz, a fé, o direito, a inclusão, a prosperidade e a justiça, substituam as perseguições, as omissões, o desrespeito às instituições, o preconceito e as injustiças de toda ordem.
Assim como os torcedores celebram com orgulho as conquistas de seus clubes fruto de gestão responsável, compromisso, planejamento e respeito às regras, também é possível que o Brasil volte a ser motivo de orgulho para seu povo e para o mundo. Isso não é utopia. É possível quando há amor ao próximo, fé, solidariedade, responsabilidade e compromisso com a verdade.
Nesse contexto, é fundamental refletirmos sobre o respeito às competências, às autonomias e aos limites entre os Poderes e as instituições. Quando esse equilíbrio se rompe, quem sofre é o povo. A história recente da América Latina oferece lições importantes.
Em 2018, o Peru enfrentou uma grave crise institucional no Poder Judiciário, conhecida como o escândalo “Los Cuellos Blancos del Puerto”. Investigações e áudios revelaram corrupção e tráfico de influência envolvendo magistrados e membros do então Conselho Nacional de Magistratura, resultando na renúncia do presidente da Suprema Corte e na substituição de todo o conselho por decisão do Parlamento. Anos depois, entre 2024 e 2025, o Chile também passou por um intenso processo de escrutínio institucional, com a destituição de ministros da Suprema Corte após acusações constitucionais relacionadas a conflitos de interesse e favorecimentos. Em ambos os casos, os mecanismos previstos em lei foram acionados como resposta à pressão social por transparência, ética e integridade.
Esses episódios não servem como comparação direta, muito menos como ataque a qualquer instituição brasileira. Servem, sim, como convite à reflexão: autoridades precisam estar conscientes de suas competências, deveres e responsabilidades; instituições devem se respeitar mutuamente; e a sociedade deve exercer sua cidadania com equilíbrio, maturidade e compromisso democrático.
Somente com respeito entre os Poderes, fortalecimento das instituições, diálogo e responsabilidade pública, será possível construir um país mais justo e estável. Um Brasil onde o amor ao próximo, a solidariedade e a justiça social sejam práticas reais, e não apenas discursos.
Que 2026 seja um ano de reconciliação nacional, de consciência cívica, de fortalecimento das instituições e de esperança renovada. Que possamos, juntos, povo e autoridades, construir um país do qual todos os brasileiros possam se orgulhar.
Feliz 2026.
Com fé, amor, solidariedade e compromisso com o Brasil.



